PSFN/MS/Nº /MRA/2002

PSFN/DDOS/MS/N.º           MRA/03

EXM.° SR. PROCURADOR DA REPÚBLICA EM DOURADOS - MATO GROSSO DO SUL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                             A UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL), por seu Procurador que ao fim assina, nos termos do art. 12 da Lei Complementar 73/93, vem NOTICIAR os fatos a seguir narrados, cujos contornos apresentam indícios de crime capitulado no art. 179, do Código Penal Brasileiro.

 

 

                                                         I - OS FATOS

 

 

                       1.                    Consoante prova literal constante das peças inclusas,
                                             fo(i(ram) proposta(s) pela Fazenda Nacional, contra XXXXXXXLTDA, pessoa jurídica, e contra o Responsável Tributário e representante legal, o sócio-gerente XXXxxxxxxx, brasileiro, comerciante, inscrito no CPFMF sob o n° XXXxxxxxxx,  com endereço atual  na XXXXXXX-MS,  a Execução Fiscal de n.° XXXXXXX que tramita(m) pela 2ª Vara da Comarca de Jardim-MS, na(s) qua(l(is) fo(i(ram) indicado(s) à  penhora  o(s)  veículo(s) Placa(s) XXXXXXX, de propriedade do(a) Co-executado acima nominado(a).

 

 

                       2.                    Contudo, constatou-se, no curso da execução que o
                                             Co-executado XXXXXXX alienou referido(s) veículo(s) que possuía, nada mais restando em seu nome  nem da empresa para garantia da dívida.

 

                                             Em diligências realizadas pela União Federal junto ao DETRAN-MS, constatamos que a(s) alienaç(ão(ões) de(u(ram)-se no curso da execução fiscal, o que caracterizava fraude à Execução, ensejando, destarte, o pedido de declração incidental de ineficácia das alienações realizadas, o que foi deferida pelo Douto Juiz da execução, que em sentença bem fundamentada declarou a alienação como em fraude à execução, conforme cópia que aqui se junta também.

                                                         II – O DIREITO

 

 

 

                       3.                    Assim,  uma   vez   declarada    a    ineficácia    da               oneração e desvio impingido ao(s) veiculo(s) que seria(m) penhorado na execução, restou também reconhecida na r. decisão, a ocorrência de fraude à execução, a qual, por sua vez, configura-se como CRIME, capitulado no art. 179, do Código Penal,  cuja titularidade da ação penal compete ao MPF nos termos do art. 24, § 2° do CPP, conforme estabelecem os textos a seguir transcritos,  verbis:

 

                             "Art. 179. Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou simulando dívidas:

 

                             Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.

                             Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denuncia do Ministério Público .....

                             § 1º ....................................................................................

..............................................................................................................

                             § 2°. Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, a ação penal será pública". (DESTACAMOS).

 

 

                           

                                             III - O REQUERIMENTO

 

 

 

                       4.                    Ante  o   exposto,   e   por  tudo o que consta dos                             documentos ora juntados, é a presente para requerer de Vossa Excelência que se digne em acolher a presente NOTiCIA CRIMINIS, para o fim de deflagrar a competente denúncia contra o Representante Legal da Empresa Executada e também Co-executado XXXXXXX, por infringência do art. 179, do Código Penal, em face de prática de fraude à execução perpetrada conta a Fazenda Nacional.

 

                                            

                                             Nestes  termos,

                                             Pede deferimento.

                                             Dourados-MS, 24 de Março  de 2.003.

 

                                            

                                                         MÁRIO  REIS  DE  ALMEIDA

                                               PROCURADOR DA  FAZENDA NACIONAL

                                                                                     OAB/MS 4.701 - MAT.  1000.505-6